Tá, eu sei que eu fiz este blog e querendo ou não foi numa péssima idéia, afinal eu estou de férias, e não tenho computador onde eu possa entrar aqui diariamente e escrever.. sei também que trato meus leitores como se fosse muitos, apesar de duvidar que alguém perca o seu precioso tempo pra ler as baboseiras que eu escrevo. Eu em dias que minha cabeça está fervilhando de idéias, medos, pensamentos, pego meu singelo caderno e escrevo muitas coisas que me acontessem, e apesar disso não me sinto totalmente satisfeita, afinal a minha verdadeira vontade é escrever para que as demais pessoas tomem o conhecimento do que eu sinto e vejo. Um dia desses, quando eu não me lembro, somente sei que era em um dia de janeiro com um sol maravilhoso e imperdível, fiz uma das coisas que mais gosto de fazer; peguei meu i-pod, fiz um coque no meu cabelo, recolhi minha canga do varal e coloquei um bíquini e parti... ... parti para o meu refúgio feliz, se é que podem me entender; foi nesse momento que encontrei minha paz de espírito. Sabe, senti a melhor sensação da minha vida, eu naquele momento me senti a dona do mundo. Caminhei as 4 quadras que separam minha casa do mar e na orla da praia caminhei por alguns minutos até encontrar uma parte mais deserta, onde não ouvesse ninguém, ninguém mesmo, apenas eu e meus pensamentos e a minha única companhia seria o vento e o barulho das ondas quebrando na orla. Tenho de admitir que naquele dia nada me faria mais feliz do que sentir aquela sensação, após muitas lágrimas derramadas nos meus 17 anos de vida, depois de muitos frios na barriga por ansiedade, depois de muitas incertezas, eu finalmente pude perceber que não existe dor x felicidade maior que a que senti naquela tarde. Não sei exatamente quanto tempo se passou naquela tarde, nem por quanto tempo fiquei pensando na minha vida, mas com certeza descobri que não existe terapia melhor que a solidão junto ao um oceano de dúvidas e água salgada. Quando retornei da praia, tomei um banho de água morna para enfim fazer uma total lavagem de coisas negativas, e eu realmente acredito que isso mudou minha vida; não que eu tenha me mudado, mudado o meu jeito de ser, e agir.. mas com certeza isso mudou a minha maneira de pensar. Sempre fui muito materialista e sempre desejei ter as melhores coisas que eu pudesse, mas acho que depois de ver aquela dádiva de Deus,pude perceber que a vida tem muitas mais coisas para serem observadas e sentidas, e que não serão os bens materias que nos trarão a felicidade e a paz, e sim a nossa vontade de enxergar o belo e infindável. Obrigada pela atenção, Dé.
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